MANIFESTO DE VALORIZAÇÃO DOCENTE: O COLAPSO DA GRANDE TORRE
Belém-PA,
06 de janeiro de 2026
Introdução: O Descompasso da Realidade
Este
documento constitui uma reflexão profunda e necessária sobre a dignidade da
carreira docente e o futuro da educação no Brasil. O cenário atual - marcado
por um reajuste irrisório de 0,37% (apenas R$ 18,00 anuais, ou R$ 1,50 mensais)
- evidencia um descompasso alarmante entre o discurso político de valorização e
a prática administrativa. Esta "partícula desvalorizante" toca no
âmago da gestão pública e revela a distância entre o arcabouço legal de
proteção ao magistério e a execução política de facto.
CENÁRIO
DESAFIADOR AO PROFESSOR - 2026
A análise sobre o reajuste de 0,37% toca em um ponto nevrálgico da gestão pública brasileira: a distância entre o arcabouço legal de proteção ao magistério e a execução política de fato. Pontua-se que, a estrutura do FUNDEB permanente na Constituição deveria facilitar mecanismos de valorização real, mas o que vemos é uma utilização de índices que mal cobrem a variação residual, ignorando as perdas inflacionárias acumuladas.
Na Figura 1, verifica-se a auto responsabilidade moral do professor: trabalhar mesmo fora da sala de aula.
Figura 1:
A sobrecarga da responsabilidade do ser Professor
Fonte: MICASISE, 2026.
Eis alguns pontos técnicos e reflexivos sobre essa situação em 2026:
1. O
Mecanismo Político
- Medida Provisória (MP) ou Emenda (EC): Como sugerido, o governo tem em mãos instrumentos para
corrigir esse "erro de percurso". Uma MP poderia ser editada
para garantir um ganho real, utilizando o argumento do nivelamento acima
da inflação e da preservação do poder de compra garantido pela
Constituição.
- O Risco da Negligência: Se o índice de 0,37% persistir, o governo sinaliza um
abandono do Plano Nacional de Educação (PNE), o que gera um desgaste
político imenso junto a uma base eleitoral fundamental: os professores e
suas famílias.
2. A
Valorização como Sustentáculo do Professor
Em tese,
estamos analisando o impacto da exclusão e desvalorização docente. No entanto,
a reflexão é necessária e lembra que:
- Infraestrutura vs. Capital Humano: De nada adianta termos alunos formados pelas três
esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se
o professor, que é o mediador do conhecimento, está desmotivado e
financeiramente sufocado: sem prestígio e sem valorização.
- Sustentabilidade: A sustentabilidade de qualquer projeto educacional passa pela
sustentabilidade da carreira docente. O índice de 0,37% é uma barreira
invisível, mas poderosa, ao sucesso das políticas públicas de inclusão e
valorização docente.
3. A
Substituição do Índice
Concordo de
que deverá e haverá uma substituição (0,37%). A pressão docente e o julgamento
de ações no STF sobre a constitucionalidade da base de cálculo do piso costumam
forçar revisões. É uma questão de sobrevivência da própria categoria, como
menciona a "História da Grande Torre". Sem a base (professores), a
torre (civilização) desmorona, e com esse percentual ínfimo, já começou a ruir.
A
"cegueira das ideologias" parece impedir que os gestores vejam o
óbvio: valorizar o professor é o investimento de maior retorno para o PIB de
uma nação.
4. Quem
Cala, Consente e Omite Direitos Líquidos e Certos.
Essa
afirmação, "Quem cala, consente e omite direitos líquidos e certos",
toca no âmago da responsabilidade civil e política, especialmente no contexto
da educação que temos discutido. Juridicamente, o "silêncio" diante
de uma injustiça orçamentária (como o reajuste de 0,37%) não é apenas uma
omissão; é uma forma de conivência que corrói o Estado de Direito.
Quando falamos em Direito Líquido e Certo, estamos falando daquilo que é expresso, que não precisa de dilação probatória - como o direito constitucional à valorização do magistério e à manutenção do poder de compra do salário.
1. A
Inércia como Ferramenta de Desvalorização
No cenário
de 2026 descrito, o silêncio dos gestores e a ausência de Medidas Provisórias e
de outros mecanismos jurídicos para corrigir o índice irrisório representam
exatamente essa omissão.
- O Consentimento da Ineficiência: Ao não questionarem o cálculo que resultou em 0,37%, os
órgãos de controle e o Executivo consentem com a precarização da carreira.
- A Omissão do Futuro: Omissão de direitos hoje significa a omissão de profissionais
qualificados amanhã. Citado permanece, que, a "Grande Torre"
(August Cury) https://micasisegeneral.blogspot.com/2026/01/a-historia-da-grande-torre-augusto-cury.html não se sustenta no vácuo de direitos.
2. A
Resistência pela Ciência e pela Voz
O
posicionamento crítico são o antídoto para esse "silêncio". Ao
documentar o impacto da desvalorização do professor nacionalmente, estar-se-á
transformando a voz e o uso da tecnologia da pesquisa em um instrumento de
reivindicação.
- Políticas Públicas: Requer-se pôr em prática nacionalmente Políticas Públicas
urgentes de valorização ao professor, essa é a prova documental de que a
Lei e a tecnologia, sozinhas, não garantem o direito à educação de
qualidade se o mediador (professor) tiver seus direitos líquidos e certos
omitidos.
- Transparência: É preciso “fechar os olhos da imagem símbolo da Justiça e
abrir os olhos das ideologias", em que, prosperam justamente onde não
há luz sobre os dados reais. A consciência política nacional das três
esferas trará essa luz.
3. O Legado
da Não-Omissão
Concluir o
contexto desse cenário de 2026 é um ato de coragem. É não calar diante do
desmantelamento da base da "Torre". É garantir que, no futuro, quando
perguntarem "Quem formou esta nação?", a resposta não seja o
silêncio, mas sim o reconhecimento do professor que resistiu, mesmo estando
desvalorizado (índice de 0,37% para 2026).
Na Figura
01, avistamos simbolicamente a Grande Torre citada por August Cury.
Figura 01.
A “Grande
Torre” - Educar é preciso. Valorizar o Professor, muito mais ainda
Fonte: MICASISE, 2026.
QUEM CALA,
CONSENTE E OMITE DIREITOS LÍQUIDOS E CERTOS (MICASISE, 2026).
Esta frase
é um lema de vida e de pesquisa. Manter
o "espírito vigilante" é o que diferencia o mero acadêmico do
intelectual engajado que o Brasil tanto precisa.
Atenciosamente,
MIGUEL CASSIANO DA SILVA SERRÃO
Coordenador
da Pasta dos Assuntos de Previdência e Aposentados do SINTEPP Regional Marajó

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Cordialmente,
MICASISE - (SERRÃO, M. C. S.)